Cooperativas precisam criar oportunidades de negócio e renda para associados

 

          A Lei Cooperativista 5.764/71, ao definir o papel das sociedades cooperativas, no artigo 3º diz, textualmente: “celebram contrato de sociedade cooperativa as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício de uma atividade econômica, de proveito comum, sem objetivo de lucro”. 

          Ora, no momento em que o pretenso associado procura a cooperativa e é aceito como associado, ele é convidado a assinar a Ficha de Matrícula, ou 
seja, a assinatura de um contrato, uma vez que a referida ficha é parte integrante do Estatuto. Ali, ele se obriga a contribuir com bens e serviços para o exercício de uma atividade econômica. Aqui está na Lei que, na cooperativa, pratica-se negócios, fator gerador de renda. Não se pratica filantropia, assistencialismo. E negócio se faz com competência profissional, gestão empresarial para obter resultados positivos, ou seja, renda. Esta, por sua vez, poderá melhorar as condições de vida do associado e sua família. Aí está o papel da cooperativa. E tem mais: de proveito comum. Está na Lei, e ninguém está acima dela.

          Preocupa-me bastante notícias que chegam à OCEPE de constituições de cooperativas, ao que parece, por interesses estranhos ao cooperativismo. Uma visão sindicalista, mercantilista ou assistencialista. Muitas vezes patrocinadas por setores do poder público, setores patronais ou, até mesmo, por setores religiosos ou assistencialistas. Aí, não teremos cooperativas, mas uma enganação, sem atividades econômicas, sem proveito comum. 

Malaquias Ancelmo, presidente da OCB/PE